Buscar
  • Ballet Maior

A importância do acompanhamento fisioterapêutico no Ballet para iniciantes ou profissionais


Sempre que um atleta ou um bailarino é submetido a uma condição de sobrecarga, ele aumenta o risco de desenvolver uma lesão.  Seja um aluno iniciante ou um bailarino profissional, o Ballet clássico exige muito do corpo que será treinado. A contração isomêtrica de grupos musculares (quando um músculo é contraído sem se alterar visivelmente o ângulo da articulação), o equilíbrio nas pontas dos pés, a concentração, a musicalidade e os movimentos com grandes amplitudes e que vencem a resistência da gravidade são alguns exemplos da exigência dessa dança.  E sabemos que nenhum corpo é igual ao outro. Cada um tem sua particularidade e seu desafio a ser vencido. 

O Ballet trabalha muito o movimento "en dehors", que é a rotação externa da articulação coxofemural, ou melhor, quando a cabeça do fêmur rotaciona externamente sobre o acetábulo (parte do osso do quadril que se encaixa a cabeça do fêmur). Todas as posições dos pés no ballet exigem esse "en dehors". Porém, biologicamente, nem todos os corpos serão capazes de realizar essa linha tão perfeita de abertura, devido a sua própria genética. Uma musculatura com maior tônus, uma articulação mais rígida ou até uma fossa de acetábulo (já explicado anteriormente) mais rasa não permitem tal amplitude.



É importante saber identificar essas limitações genéticas do aluno para que ele seja trabalhado dentro do seu limite, de forma a não provocar compensações e afetar outras estruturas.  Um outro ponto importante é saber identificar uma alteração postural, como desvios de coluna: escoliose, hiperlordose, hipercifose (isso é feito pelo fisioterapeuta), para que também se trabalhe e se exijam movimentos dentro do limite de seu corpo, uma vez que o ballet executa muitos movimentos com grandes amplitudes articulares. 

Esse acompanhamento fisioterapêutico, poderá prevenir lesões comuns em bailarinos e atletas por "over use" (excesso de uso de uma articulação ou grupo muscular). Vivencie com segurança essa arte tão bonita e encantadora que é o Ballet clássico!   Ballet com saúde!  por Priscila Monsano, bailarina, fisioterapeuta e bióloga



36 visualizações